Introdução
A compreensão dos transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a Dislexia e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tem avançado significativamente nas últimas décadas. Autores como Vygotsky (1991) e Piaget (1975) já apontavam que o desenvolvimento humano é contínuo e influenciado pelo contexto social. Atualmente, o DSM-5 (APA, 2014) reforça que tais condições podem persistir na vida adulta, impactando diretamente o percurso universitário. Nesse cenário, o diagnóstico e a inclusão se tornam essenciais para assegurar a equidade no ensino superior.
Desenvolvimento
O adulto universitário com transtorno do neurodesenvolvimento muitas vezes chega ao ensino superior sem diagnóstico ou suporte adequado. Estudos recentes (Barkley, 2015; Kaplan, 2016) indicam que a subnotificação de TDAH em adultos ainda é alta, gerando dificuldades na organização acadêmica, na atenção sustentada e no manejo emocional. Isso interfere não apenas no rendimento acadêmico, mas também no bem-estar psicológico.
A inclusão vai além da acessibilidade física: requer políticas pedagógicas de apoio, flexibilização avaliativa e a promoção de estratégias de ensino que respeitem a singularidade do aluno. A prática docente deve adotar uma postura dialógica e fenomenológica, valorizando a subjetividade e o protagonismo do estudante. Além disso, o diagnóstico preciso, quando acompanhado de intervenções adequadas, contribui para a construção de trajetórias universitárias mais justas e produtivas.
Conclusão
O diagnóstico e a inclusão do universitário adulto com transtornos do neurodesenvolvimento e cognitivos representam um compromisso ético e humano da Psicologia e da Educação. A universidade deve se consolidar como espaço plural, garantindo que a diversidade cognitiva seja reconhecida e valorizada. Esse movimento não só beneficia o estudante diagnosticado, mas enriquece toda a comunidade acadêmica.
Referências
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2014.
BARKLEY, R. A. Attention-Deficit Hyperactivity Disorder: A Handbook for Diagnosis and Treatment. 4. ed. New York: Guilford Press, 2015.
KAPLAN, B. J. Clinical Neuropsychology. 5. ed. New York: Academic Press, 2016.
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
Artigo escrito com o Auxílio da Inteligência Artificial.
Profª. Patrícia Maia Cordeiro Dutra
Tutora de Suporte EaD da UniAteneu
Saiba mais sobre os cursos de especialização em Educação da UniAteneu.